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Osteoporose

Deixada a seu próprio curso, a osteoporose é uma doença que pode deformar incapacitar e até matar. Aos poucos, os ossos tornam-se porosos, frágeis e podem se partir como graveto. Há relato de literatura médica de costelas fraturadas num espirro. A osteoporose não tem cura, mas com os avanços da medicina é possível um controle eficaz. Hoje há no mercado medicação de uso mensal (um comprimido uma vez por mês).

Ao contrário do que se pode imaginar, o esqueleto vive em constante renovação. Como ocorre com todos os tecidos do organismo, sua saúde depende da destruição de células velhas e de sua substituição por células jovens. Esse processo decorre da ação antagônica de dois tipos de células, osteoclastos e osteoblastos. Os primeiros são responsáveis pela remoção da matéria óssea e os segundos pela sua reconstrução.

Graças à sintonia entre eles, os ossos se mantém resistentes e ao mesmo tempo flexíveis para absorver impactos. Cerca de 90% do estoque ósseo é acumulado até os 20 anos. Os outros 10% são adquiridos na década seguinte. A partir dos 30 anos, tem início a fase de perda de massa óssea. Nesta fase a reabsorção dos ossos velhos é mais intensa que a formação dos ossos novos. Este é o mecanismo do aparecimento da osteoporose. A osteoporose caracteriza-se pelo acirramento do processo natural de envelhecimento e tem um forte componente genético - as mulheres negras, por exemplo, possuem ossos mais forte que as brancas e asiáticas, mas os riscos aumentam com maus hábitos da vida moderna, como o sedentarismo, o cigarro e dietas desequilibradas. A prevenção deve ser feita ao longo da vida e envolve medidas simples como ingerir alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados, tomar sol com moderação e praticar exercícios físicos.

Exames específicos devem ser feitos periodicamente a partir de 45 anos.

Quando a perda de massa óssea varia entre 10% e 25%., o quadro é osteopenia, uma espécie de pré osteoporose, que quase dobra os ricos de fratura com relação a um osso normal.

Quando a perda é superior a 25% do total de tecido ósseo o diagnóstico é osteoporose. O perigo de os ossos se quebrarem quadruplica.

Por muito tempo a principal arma contra a osteoporose pós menopausa foi a terapia de reposição hormonal, com ela, no entanto, os tumores malignos de mama e de útero aumentaram o risco de ocorrência. Na década de 90 surgiram os bifosfonatos que reduzem o ritmo da destruição óssea.

Estima-se que apenas um terço dos brasileiros saibam que tem a doença. Em 75% dos casos, o problema só é identificado depois que os ossos se rompem numa fratura, ou seja, quando a doença já está num estágio mais avançado.

As novas armas contra a osteoporose

· 
Bonviva – O ibandronato principio ativo de Bonviva reduz a atividade dos osteoclastos. As células de destruição óssea. Requer uma dose por mês

· Ranelato de estrôncio – ainda não desvendou por completo o seu mecanismo de ação. O que se sabe é que ele ativa as células de formação óssea e inibe as de destruição

· Lasofoxifeno – Ainda sem nome comercial, reproduz a ação do hormônio estrógeno, o combustível para a construção de ossos fortes

· AMG162 – inibe a ação da proteína RANK L, que está envolvida na multiplicação das células que destroem ossos. Sob a forma de injeção subcutânea, requer uma dose semestral

· Zometa – pertence a classe dos bifosfonatos, tem como princípio ativo o ácido zoledrônico e é administrado por via endovenosa, uma vez por ano. Atualmente é usado no tratamento de pacientes com metástase óssea

Atualização por Dr. Jefferson Soares Leal
02/02/2009


 

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